Lavanda na virada de 2015

Ganhei esta semana, da amiga e aromaterapeuta Gorethi Moura, dois oráculos: o primeiro é a nova edição do Oráculo dos Aromas, com um número maior de cartas, e o outro é o Aromas no Céu, que é um trabalho dela com o astrólogo Haroldo Barros – os dois de Recife.

Sem parar para olhar carta a carta, peguei o Aromas no Céu, embaralhei e sorteei uma. Passei a mão no La Vera Sibilla e sorteei outra. Saiu a carta de Netuno, com o aroma de Sálvia, junto com a carta d’O Delirante (Il Deliranti). Se fosse a carta da Sibilla sozinha, a mensagem poderia ser preocupante, mas, com a mensagem netuniana “deixar emergir do inconsciente” e “fé”, a coisa fez muito sentido com as reflexões do dia.

Fiz outra experiência bacana, sobre a qual não tenho muito o que falar ainda, e hoje resolvi repetir a dose pedindo uma mensagem para a virada de ano que servisse para todo mundo. Claro que se tivesse saído algo esquisito eu teria arquivado a ideia, mas a resposta, de certa forma, me surpreendeu: um pouco mais cedo eu escrevi no Facebook sobre a letra Lamed, dizendo que deveríamos esvaziar nossos corações de tudo, alegrias e tristezas, para estarmos verdadeiramente abertos/receptivos para as experiências do novo ano.

A combinação de Virgem/Lavanda com Aposento (Stanza) parece ter vindo para reafirmar isso.

O Ás de Ouros da Sibila Italiana mostra a área mais reservada da casa, espaço íntimo ou local de refúgio. Em outras palavras, indica algo que guardamos do resto do mundo – e talvez até de nós mesmos, se pensarmos em elementos inconscientes.

A Lavanda, por sua vez, é o Bombril dos óleos essenciais, com mil e uma utilidades, mas vou abordar apenas a sua atuação sobre as emoções.

Lavanda, nome que vem do latim lavare (“lavar”), foi o primeiro óleo que conheci porque é costume ter um frasco de álcool com lavanda nos tratamentos de Cura Prânica. Entre o trabalho com um chakra e outro, a gente borrifa nas mãos para remover as energias mal qualificas e não contaminar o chakra seguinte – ou qualquer outra coisas que venha a ser manuseada.

Em um viés um pouco diferente do gerânio, a lavanda  traz relaxamento e equilíbrio quando somos tomados por preocupações, angústias, tristezas, desgostos, amarguras, decepções, frustrações, raivas e culpas.

Curiosamente, o último mês do ano judaico, Elul, é regido por Virgem (Betulah). Trata-se de um mês de introspecção e de balanço da alma na preparação para as festividades de Rosh Hashaná e Yom Kipur, que são dias de julgamento e expiação. Em aramaico, elul significa “busca”, daí a necessidade de fazer uma análise imparcial (uma busca) de tudo o que fizemos ao longo do ano para reparar qualquer dano. Se tivemos um desentendimento, por exemplo, vamos até a(s) pessoa(s) envolvida(s) e pedimos perdão. Obvio que não se trata de pedir perdão como algo para limpar a barra, mas um ato de arrependimento sincero que a(s) outra(s) pessoa(s) pode(m) até nem ficar sabendo, mas você examina o que te fez agir daquela forma e se compromete a não cair na mesma armadilha.

O objetivo, fundamentado na religiosidade judaica, é que cada um se apresente no Tribunal Celeste com o mínimo de erros nas costas. :)

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Letra Lamed – Zephyrus Otiyot D’bar

“Olhai bem vossas almas e considerai vossos atos; abandonai os caminhos errados e os maus pensamentos e voltai a D’us, para que Ele tenha misericórdia para convosco!”

Independente do aspecto religioso ou do fato do ano já ter começado, faça a mesma faxina com o auxílio do óleo essencial de lavanda. Revisite as experiências que viveu nos últimos meses e como se sentiu em cada uma delas.

Não é para fazer tudo de uma vez só. Pegue uma sequência de dias e se dedique a um tema de cada vez. Pingue 1 gota de óleo essencial de lavanda no dedo e passe no peito, na altura do coração. Esfregue as mãos para esquentar e repouse as duas sobre o coração por 1 min. Pingue 1 gota no pulso e esfregue um pulso no outro. Traga os pulsos perto do rosto e inspire suavemente.

Perceba o aroma da lavanda. Deixe que ela te conduza com equilíbrio às suas memórias (os aposentos da sua alma), limpando e transformando, criando espaço, abrindo janelas para iluminar e arejar. Dizem que a lavanda vibra na frequência do violeta (você sabe, a cor/frequência da transmutação). Visualize esta cor te envolvendo. Reflita com imparcialidade e verbalize seus desejos de mudança – tanto as internas quanto as externas. Inspire a lavanda de novo e deixe ir. Passou. Não vai te incomodar mais. Confie no poder curativo da lavanda. Confie em você mesmo(a).

Quer você use a lavanda ou não, essa é a mensagem da virada. Torne o seu coração leve. Não espere que as coisas de fora transformem a sua vida. Promova significativas transformações internas que tudo mais irá mudar em resposta a isso.

Possam todos se beneficiar!

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Marcelo Bueno é cartomante com especialização no Tarot. Além de editor do Zephyrus Tarot, promove cursos, workshops e atendimentos com este oráculo.