Eu fui ao #Tarolog2014

Giordano Berti (Itália) e Jaime Hales (Chile)
Giordano Berti (Itália) e Jaime Hales (Chile)

Fui convidado para palestrar no primeiro Tarolog e deixei minhas impressões aqui.

Para esse ano, primeiro me chamaram para mais uma palestra, depois para cuidar da comunicação do evento e, por fim, para gerenciar dois eventos extras, um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro, com o historiador italiano Giordano Berti.

Foram dois dias (22 e 23 de novembro) com 12 palestrante falando de temas pertinentes ao universo do atendimento online – anunciamos 10, mas foram 12, pois tivemos os acréscimos de Giancarlo Kind Schmid e Rose Ragazzon, que foram ao Tarolog para assistir e acabaram falando também.

Dois nomes, em especial, eram bastante esperados, Giordano Berti, que é bem conhecido pelos tarólogos interessados em uma visão histórica e cultural do Tarot,  e Jaime Hales, que eu não conhecia, mas me ganhou numa mensagem que mandou para os organizadores semanas antes do evento e em um jantar de boas vindas, na véspera, pela conversa boa e largo sorriso.

Algumas pessoas me perguntam: “Qual o propósito do Tarolog?”. Eu sempre tenho em mente que a proposta é oferecer ferramentas para o aprimoramento do profissional online e, nesse sentido, acredito que futuras edições devam ter uma pegada cada vez mais prática.  Não que eu, particularmente, não aprecie outros aspectos ligados ao tema, mas um evento como esse precisa de público que pague o investimento e fica muito claro o interesse da maioria em métodos, por exemplo.

Meus destaques tupiquiniquins são as apresentações do Pentagrama Divino, do Giancarlo, que foi um ótimo acréscimo à agenda, e Nem todo abraço é de urso, nem toda raposa te pega, com Alexsander Lepletier, que destacou as cartas consideradas difíceis do Lenormand, e isso foi de grande valor para a audiência.

Num primeiro momento eu falaria das cartas de Espadas em uma leitura, mas pediram para que eu fizesse uma apresentação do Tabuleiro. Considerei boa a troca e uma coisa que me deixou muito feliz foi encontrar três meninas se revezando na leitura do Tabuleiro no dia seguinte à minha palestra.

tabuleiro-real

Das atrações internacionais, Giordano Berti falou dos mitos e das comprovações históricas a respeito da origem do Tarot. Ele foi o palestrante com mais tempo para falar e cada minuto valeu a pena, com informações compartilhadas de forma leve e dinâmica.

Depois da minha apresentação, no sábado, Jaime Hales disse que o nosso trabalho tinha muito em comum e isso me deixou curioso. De fato, ele propõe o cálculo de um arcano pessoal através da data e nascimento (e a palestra, basicamente, foi sobre o que cada arcano maior revela nesse contexto) e o mais incrível de tudo é a colocação desse arcano na casa do Mago, distribuindo todas as demais cartas na sequência numérica (8-Força ,11-Justiça) para a leitura do Tabuleiro com essa configuração.

Outra palestra interessante foi a do americano David Eastman, que focou em produtividade, falando de coisas como a captura e o tratamento de leads para a geração de oportunidades de negócio. Lead é um cliente potencial, cujo contato inicial pode ser sido feito de forma voluntária curtindo uma página no Facebook ou outros canais de comunicação, como formulários em eventos e seguidores em conteúdos gerados pela empresa/pelo profissional. Gostei, especialmente, porque  o discurso é muito familiar para mim. E embora tenha falado de grandes empresas, o autônomo sem muitos recursos tecnológicos não está excluído do processo, podendo adaptar algumas estratégias para a sua realidade.

Concordo que o primeiro Tarolog era um ponto de interrogação na cabeça das pessoas e por isso muitos decidiram não pagar para ver, literalmente. Para 2014, toda a pauta foi anunciada com bastante antecedência, o preço era bom (podendo, inclusive, ser parcelado) e, ainda assim, muita gente jogou contra, o que é uma pena. Eventos como o Tarolog precisam acontecer e contar com o apoio da comunidade para o qual se destinam para que façam sentido.

Quando falamos de online, talvez você pense  apenas no atendimento em grandes portais, mas estamos a cada dia mais conectados  através da grande rede  nas trocas pessoais de ideias, atendimentos e cursos. É preciso, sim, discutir o rumo das coisas, ponderando ameaças e oportunidades, mas com a participação de quem realmente vivencia esta realidade, pois, se não for assim, não passa de um ato de vaidade e má fé.

Tarolog é isso: gente que faz e gente que compartilha. Fique ligado para as próximas edições.

Como fiz no ano passado, disponibilizo a minha apresentação para todos:

.

.

Posts Relacionados:

About Marcelo Bueno 86 Articles
Marcelo Bueno é cartomante com especialização no Tarot. Além de editor do Zephyrus Tarot, promove cursos, workshops e atendimentos com este oráculo.