Baralhos temáticos: Inferno ou Paraíso?

O tema é frequente e traz discussões exaltadas. Dentre os baralhos temáticos, o Tarô Mitológico, criado por Juliet Sharman-Burke em co-autoria com Liz Greene, está sempre como uma “obra menor”. Eu gosto de trabalhar com o Mitológico? Não. Concordo com as atribuições das cartas? Nem sempre. Condeno quem usa? O baralho é só papel e tinta. Depende do intérprete ser fantástico ou raso.

Possam todos se beneficiar!

 

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About Marcelo Bueno 87 Articles
Marcelo Bueno é cartomante com especialização no Tarot. Além de editor do Zephyrus Tarot, promove cursos, workshops e atendimentos com este oráculo.
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  • Luís Henrique R. de Morais

    Olá, Marcelo! Essa discussão é muito relevante. Acho que o problema dos baralhos temáticos é que eles tem que encaixar as figuras do referido universo nos arquétipos do tarot e nem sempre conseguem encontrar um personagem correspondente adequado. No entanto, se isso dilui o simbolismo da carta e atrapalha o tarólogo, também pode ser um gatilho interessante para que o taromante consiga vislumbrar novas nuances. Meu primeiro baralho foi o mitológico (por mais que eu o tenha escolhido por ser o único disponível para pronta entrega na ocasião, foi um bom começo porque sou apaixonado pela mitologia greco-romana) e Perséfone não me parece uma escolhida tão errada para a Sacedortisa. Acho que há adaptações mais problemáticas em algumas representações dos arcanos menores desse deck.
    Abraço!

    • Sim, Perséfone foi algo que lembrei na hora. Há outros pontos nebulosos e isso acontece em quase todo baralho temático pelo motivo que você apresentou. O importante é ter consciência que isso acontece, com ganhos, talvez, e perdas. Aí é ver onde todos saem beneficiados com isso: quem manipula as cartas e a(s) pessoa(s) para que ele joga. Abs :)