Código de Ética do Tarot – Decálogo

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Quando publiquei este artigo da primeira vez, apenas fazia menção ao código espanhol, mas, deste então, houve um movimento para a tradução completa deste material para o início de uma formalização do Código de Ética do Tarot – Edição Brasil, por isso a alteração do banner. Verifique o link e faça download do pdf. 

Encontrei o Código Ético del Tarot procurando por outras informações na internet. Ele foi criado em 2013, durante o 2o Congresso de Tarot, que aconteceu em Barcelona. Traduzi o decálogo e escrevi para eles pedindo autorização para publicar o material completo. Bli neder, vou ver se monto um pdf que venha a ser facilmente compartilhado como uma ação coletiva, e não uma iniciativa individual. Vamos ver o que eles respondem.

etica_tarotPressupor que tudo é óbvio é sempre uma medida equivocada, por isso acredito que alguns se beneficiem refletindo melhor sobre um ponto ou outro. O nono item é tão polêmico quanto mamilos, eu sei, e deve prevalecer o bom senso – como em tudo mais nessa vida.

Eu poderia fazer algumas considerações, mas me limito a pontuar que não existe a “minha ética” ou a “sua ética”. É pensando assim que temos o atual estado de calamidade dos valores humanos.

é.ti.ca
sf (gr ethiké) 1 Parte da Filosofia que estuda os valores morais e os princípios ideais da conduta humana. É ciência normativa que serve de base à filosofia prática. 2 Conjunto de princípios morais que se devem observar no exercício de uma profissão; deontologia. 3 Med Febre lenta e contínua que acompanha doenças crônicas. É. social: parte prática da filosofia social, que indica as normas a que devem ajustar-se as relações entre os diversos membros da sociedade. (Dicionário Michaelis)

Nós orientamos, os clientes decidem

1. Acreditamos no livre-arbítrio. As cartas indicam, mas não determinam. Quando interpretamos um jogo de Tarot, o que vemos é como a situação se apresenta no momento presente e para onde ela se encaminha. A partir deste ponto, é o consulente escolhe seguir este fluxo ou traçar outra rota.

2. Informamos as opções, não tomamos as decisões. Diante de qualquer decisão do consulente, pontuamos as diferentes possibilidades, mas cabe à pessoa decidir para onde deseja ir, como e quando. E, sim, devemos antecipar o que pode ser encontrado em cada um dos caminhos.

3. Respeitamos as diferentes formas de pensar e de fazer as coisas. Não julgamos. Em nenhum caso se deve emitir julgamentos internos ou externos para o consulente. Todo mundo tem suas razões e ninguém é melhor ou pior por isso. Nós não sabemos como iríamos agir nas mesmas circunstâncias e com a experiência que o outro possui.

4. Nós ajudamos o consulente a descobrir e desenvolver ao máximo os seus potenciais. Oráculos são ferramentas que podem ajudar e orientar os outros muito bem nesse sentido. É uma maneira de incentivar o potencial e os recursos que todos nós temos e, muitas vezes, não reconhecemos ou não estão conscientes. E quando vemos um bom momento em qualquer campo de experiência (trabalho, sentimentos, dinheiro, crescimento pessoal etc.), orientamos o consulente para que ele se beneficie plenamente.

justica-etica5. Nós detectamos possíveis dificuldades e buscamos soluções de evitá-las e/ou superá-las. Quando vemos uma dificuldade, seja ela qual for, grande ou pequena, sempre orientamos o consulente de forma positiva, sem assustar. Veremos, através das cartas, como superar ou evitar as situações mais complexas e, se não for possível, descobriremos qual é a maneira mais suave e qual o aprendizado necessário para concluir o processo da melhor forma possível. Nós nunca seremos deterministas ou negativos, pois isso iria perturbar ainda mais o consulente e piorar a situação. É nossa atribuição ajudar o consulente a ver outras opções e possibilidades.

6. Utilizaremos sempre uma linguagem clara e adequada. É muito importante o uso de uma linguagem que seja compreendida por quem ouve, concreta, sem abstrações ou ausência de foco. Também devemos evitar as expressões técnicas (como as oriundas da astrologia ou de outros conhecimentos).

Confidencialidade

7. Tratamos com confidencialidade todas informações que surgem em um atendimento, tanto as que recebemos do consulente quanto as orientações do jogo. A pessoa que nos procura merece privacidade com relação a tudo o que venha a ser discutido. Sempre adotamos sigilo profissional.

8. Não utilizamos de qualquer forma, direta ou indiretamente, as informações de uma consulta para ganho pessoal.

Responsabilidade

9. Somente as ações e decisões do consulente podem mudar o seu futuro. A única coisa que podemos fazer (e devemos fazer da melhor forma possível) é orientar. A última palavra é a do consulente com relação ao seu trabalho pessoal. Portanto, nunca interviremos, de maneira alguma, para modificar o seu futuro, seja com magia ou lhe dizendo o que fazer.

10. Teremos um preço previamente estabelecido, definindo o serviço que será realizado. O valor deve ser considerar a duração da consulta, além da habilidade e experiência comprovada do profissional. Informaremos claramente as características do serviço oferecido em nosso material de divulgação, a duração da consulta, o seu valor e se algo a mais é oferecido, como a gravação do atendimento.

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About Marcelo Bueno 88 Articles
Marcelo Bueno é cartomante com especialização no Tarot. Além de editor do Zephyrus Tarot, promove cursos, workshops e atendimentos com este oráculo.